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terça-feira, 13 de julho de 2010

QUE CORDAS VOCÊ USA?


Nesse Tópico vamos falar sobre o encordoamento para diferentes tipos de braço da guitarra. Um assunto importante, pois as cordas é que determinam a qualidade do som. Muitas vezes você sente o som do seu violão meio abafado, diferente dos instrumentos dos artistas quando estes se apresentam ao vivo em alguns programas. Pois é eles trocam as cordas pra cada apresentação!
Claro que não precisamos trocar as cordas sempre. Mantê-las limpas depois de usá-las é muito importante. Mas nesse capítulo iremos abordar como cada tipo de corda influi diretamente nas técnicas de guitarras.
Inicialmente podemos dizer que o importante é usar sempre o mesmo tipo de encordoamento. Pra braços finos, é mais cômodo usar cordas 0.9, enquanto que para guitarras tipo Gibson e Fender, pode-se usar tranqüilamente 0.10 ou até 0.12. A diferença é que cordas mais grossas têm mais "sustain", mais brilho.
Aliás, para quem for gravar uma demo ou um cd, aqui vai uma dica: usar encordoamento 0.10 ou 0.11 para base, o efeito é bem legal!! Por outro lado para guitarristas mais tecnicos, cordas 0.10 são um problema para técnicas de "ligadura" e "tapping", por exemplo.

TIPOS DE CORDAS

0.08 = Extremamente leve, são recomendáveis apenas a aqueles que não podem fazer muita força / esforço com os dedos. Nos anos 80, este tipo de encordoamento foi muito popular, pois era usado por guitarristas que tocavam heavy-metal, devido à facilidade de tocar rápido, mas que no fim acaba gerando um som de guitarra mais fraco e magrinho....
0.09 = Possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável, fácil de dar bends, mas também é fácil de quebrá-las...
0.10 = em minha opinião, a melhor. O som vem na medida certa, possibilitando graves suficientes... Os bends ainda continuam fáceis, e a corda nova, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte, braço) dificilmente vai quebrar. Se você está procurando um som de guitarra mais cheio, gordo e encorpado, experimente a BLUE STEEL  0.10/0.46, da empresa Dean-Markley.
0.11= pesada
. Dificilmente vai conviver bem com uma guitarra com micro-afinação ( a ponte possivelmente vai ficar enclinada...). O som é muito bom, e você pode usar em Satratocasters ® e similares, e Les-Pauls , além de guitarras semi-acústicas para jazz e R&B.
0.12= extremamente pesada, dura e difícil de dar bends. Dependendo do tipo de guitarra (japonesas e coreanas principalmente), pode-se até mesmo empenar (enclinar demasiadamente) o braço do instrumento, devido à tensão gerada. 0.12 podem conviver bem em uma guitarra com braço grosso, gordo de jazz, como a Gibson® ES- 175, mais cuidado com a tendinite....
Você também deve prestar atenção no número que se segue à estes acima. 0.09, 0.10, etc... correspondem a 1ª corda, a mais aguda (mizinha). Existem no mercado cordas híbridas, que misturam , por exemplo, 0.09 com 0.10, entre outras. As combinações mais populares em todo o mundo são:
0.09 - 0.42 0.09 - 0.46 0.10 - 0.46 0.10 - 0.52
 
TÍPICA TABELA DE ESCOLHA:

extra-little = 0.08 - 0.38 little = 0.09 - 0.42 custom little = 0.09 - 0.46 regular = 0.10 - 0.46 reg.-medium = 0.10 - 0.52 medium = 0.11 - 0.52 jazz hard = 0.12 - 0.56  
Enfim, achar a corda certa para seus dedos e seu instrumento pode levar um certo tempo, mais com certeza vale a pena pesquisar. Aproveite bastante essas dicas! 

Daniel Vacani

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

COMO ESTUDAR?


Hoje vou dar algumas dicas na hora de você estudar. A forma que irá dividir o tempo para cada situação especifica,como hora para estudar teoria, tecnica e percepção. O tempo por menor que seja, bem aproveitado e focado, é melhor do que pegar 8 horas direto, apenas um dia. Então vamos as dicas!

Duração

Quando houver um novo assunto, deve ser dada uma maior atenção para ele. Meia hora por dia com concentração será mais rico e proveitoso do que duas ou três horas dispersas. Como e quanto será absorvido do assunto vai sempre variar de pessoa para pessoa, mas a questão é a forma como é feito o estudo.
Outro ponto importante a citar é a história de que "fulano estuda oito horas por dia!" Esse tipo de estudo, de longa duração, deve ser muito bem organizado. O cuidado com o corpo humano, a nossa máquina, é de suma importância. A atividade repetitiva pode gerar lesões graves, como a tão famosa inflamação nos tendões (tendinite).
Portanto:

1) Alongamentos nos braços e nos dedos antes, durante e depois dos estudos, são essenciais para o condicionamento e, assim, para um melhor aproveitamento do tempo. Caso contrário, você terá de interromper o aprendizado por causa do cansaço. Lembre-se: você é um atleta dos braços e dos dedos.

2) Planejar é importante. Alterne seus objetivos: rapidez, agilidade, tudo o que se refere a solos (escalas, arpejos, técnicas em geral), parte harmônica (acordes), ritmo e teoria.

3) Pratique tudo lento! Tudo que você for tocar toque devagar, porque tudo o que você faz seu cérebro assimila, certo ou errado. Então tenha paciência e estude sem pensar no resultado final. foque primeiro no movimento das notas e serem tocadas e depois no ritmo.

4) Ouça de tudo. Escute tudo aquilo que possa contribuir para a sua formação como músico. É uma das melhores coisas a se fazer! Com esses cuidados, você irá planejar seu tempo e criar um ritmo próprio de estudo.

Aprender sem pensar é tempo perdido. (Confúcio)

OS ALICERCES DA MÚSICA


Os três elementos que vou falar aqui hoje são de estrema importância dentro de qualquer música, porque estar presente nela queira ou não. São elementos que podem se combinar uns com os outros, que é o ritmo, melodia e harmonia. O mais importante ai é o ritmo, não que outras não sejam mais essa tem um peso maior dentro de qualquer estrutura musical.

Tente imaginar uma bela casa, com lindos móveis e limpos. É uma sensação muito agradável entrar em um ambiente assim. No entanto pra que essa casa tenha chegado a ficar assim foi necessário um fator principal, os alicerces, as colunas de sustentação.

Uma boa música também é assim. É muito agradável ouvir uma bela canção, mas pra que tal canção venha a se tornar bela é necessário que ela tenha suas colunas de sustentação bem estruturadas, o Ritmo, Melodia, Harmonia. Vamos então definir esses alicerces.


Ritmo: É uma seqüência de sons em intervalos regulares. Não devemos confundir Ritmo com Estilo. O Estilo é uma variação temática do Ritmo. Podemos dividir o Ritmo em Tempos, só pra citar os mais usados são 2, 3, 4, 6 e oito. Que seria a organização dos tempos que chamamos de compasso, mais isso é assunto por outro capitulo.


Melodia: É uma seqüência de sons em intervalos irregulares. A Melodia caminha por entre o Ritmo. A Melodia normalmente é a parte mais destacada da Música, é a parte que fica a cargo do Cantor, ou de um instrumento como Sax ou de um solo de Guitarra e etc. Sempre que ouvir um Solo - notas tocadas individualmente - você estará ouvindo uma Melodia.


           Harmonia: Simplificando seriam os acordes (três ou mais notas). Que podemos chamar de cama, base termo muito usado entre os instrumentistas.


           Poderia dizer que o ritmo a base da música. Por quê?  Você pode fazer musica com esse três elementos separados? Digo que sim e que não! Porque o único que pode anda sozinho ai é o ritmo e olhe lá hein! Se considerarmos que ritmo é aquilo que se move, movimento regular. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida. Daí uma linha melódica se movimenta com ritmo logo uma seqüência de acordes (Harmonia) também se movimenta. Veja algumas opções.

 Melodia + Ritmo + Harmonia

                             Melodia + Ritmo
                
                            Harmonia + Ritmo

É claro não vamos entrar em uma super viagem aqui, mais já da pra entender um pouco desses três fatores super importante dentro da música. Escutem muita música e prestem mais atenção nisso e uma boa viagem sonora.

( Daniel Vacani)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ACORDES MAIORES E MENORES

Bom aqui estão alguns desenhos básicos dos acordes maiores e menores. A ideia principal é servir como consulta, se vocês esquecerem qualquer desenho ( Acorde), depois o legal ir decorando os modelos e procurar alguma relação entres eles, ou seja uma troca.
Ex:   |  G  –  D    |  G – A    |   D – A     |    D -- E      |   C -- G | e etc..
        
        | Am -- Em |  Dm - G  | Bm -- Em |    Dm -- Am | e etc..



sábado, 26 de dezembro de 2009

O QUE É MUSICA?

Hoje vou Postar um assunto que talvez muitos se perguntam, o que é verdadeiramente música e o que não é? Essa discussão é antiga e talvez já esteja até fora de moda, mas ninguém ainda chegou a uma conclusão! Ou seja, a questão se esgotou sem ter chegado ao fim.
Alguns entram como gosto musical outra como preferência, mais uma coisa é certa é uma sucessão de sons distribuídos no tempo finito. Creio que essa seja a melhor definição para a indagação “o que é música?”. Porém, ao entrarmos em um assunto tão complexo, não podemos deixar de fazer outra pergunta muito pertinente e até filosófica: a música é uma criação humana ou natural? Se a resposta for humana, teremos que acrescentar um parêntese na afirmação citada acima: sucessão de sons distribuídos (e organizados) no tempo finito, pois sem a interferência humana, os sons da natureza são aleatórios e não seguem necessariamente um padrão. Mas compor é organizar? E a música desse século onde pegamos e formamos formulas matemáticas e damos algumas instruções do que pode ou não podemos fazer? Isso é música? E o músico de jazz, ao improvisar, faz música?


Antes mesmos dessa organização de escalas, campos harmônicos, arpejos teremos uma música eterna que emerge das profundezas da natureza e que podemos ouvir a qualquer instante, em qualquer lugar: A natureza está aí para nos ensinar! Não é harmônico o canto de um pássaro? Uma cachoeira, a chuva, um trovão, o vento, os sons dos animais, os sons que ecoam do planeta Terra. De onde um pássaro tira uma determinada melodia?
Ou construir mesmo sem a interferência humana, isso não seria música? Ai pegamos um acadêmico dirá que “sim, é necessário estudo formal para ser um grande compositor”, mas e os autodidatas, não podem ser bons compositores? Música é fórmula ou livre pensar? Claro que o estudo é super importante pra aperfeiçoar essa música interior que existe muitas das vezes em cada um de nos, mais digo isso não é tudo. Mais como pobres humanos nós apenas organizamos à nossa maneira, com toda a nossa arrogância e dizemos: compus uma sinfonia! Toco muito! fiz uma obra prima! Ora, o Universo não precisa de nenhuma sinfonia, ele é a sinfonia. Eterna, imutável, intangível! Deus com toda sua onipotência e onisciência criou essa maravilha de sons.Que muitas das vezes esquecemos de agradece e louvalo por isso.

Mais existe música pra tudo! A música humana é uma maravilhosa forma de expressão, de emoção, de terapia, de pacificação ou até de angústia, suspense, raiva e incitação felicidade, adoração etc.. A. Mas não é completa. Sempre que nos deparamos com o papel em branco para compor algo, percebemos que existem infinitas possibilidades e que vários opções e são infinitas por sinal. Cada um vai jogando e fazendo a forma que
acha melhor, mais a expiração ainda continua sendo algo mágico que nos faz aproximar dessa dimensão que a natureza. É aí que nos deparamos com a grandeza da natureza e percebemos que tudo está contido nela, só temos a opção de escolher entre tudo o que já existe. Criar? Digamos reduzir, fica mais honesto. A música está no Universo e o Universo é a música. Enfim como já dizia o saudoso maestro Arthur da Távola. "Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão",


( Daniel Vacani)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O MILAGRE DOS DEDOS GUIAS



Olá pessoal hoje vou da uma dica pra tecladistas e pianista no geral. A dica se chama dedos guias! Sim dedos guias são super importantes na hora que você vai executar qualquer tipo de música. Eles são dedos (notas) que quando você faz a troca de um acorde para o outro essa nota permanece em comum com outro acorde que você troca ou faz a passagem.

Veja o exemplo abaixo:

C = do mi sol
F = do fa la Obs: nota em comum dó

C = do mi sol
G = si re sol Obs: nota em comum sol

C = do mi sol
Am = do mi Obs: nota em comum dó e mi

Am = do mi
F = do fa la Obs: nota em comum dó e

Am = do mi
Em = si mi sol Obs: nota em comum mi

C = do mi sol
Em = si mi sol Obs: nota em comum mi e sol

Dm = re fa la
F = do fa la

Dm = re fa la
G = re sol si

Os exemplos acima estão na seqüência de C mais podem ser transpostos para outros tons. Pode-te certeza pra onde você esta indo sempre vai ter um dedo guia pra você tocar. Uma boa sorte e até lá.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ANATOMIA DO VIOLÃO


   
         
                           PARTES DO VIOLÃO

Saber o nome das partes do violão não vai fazer você tocar ele, mas ajuda muito tirar um bom som do instrumento. Justamente para poder afinar, trocar cordas e trabalhar sonoridades entre outras coisas.
Então temos que levar a sério e conhecer suas partes e funções especificas.
O violão tem três partes principais: Mão, Braço e corpo. As outras partes são extensões dessas três.
                                            
                                             MÃO

Tarrachas: Dentro da mão você tem as tarrachas que são pequenas peças mecânicas, que prendem as cordas e as apertam afinando ou desafinando.
                              
              BRAÇO
 Pestana: Onde passa as cordas do violão.

Trastes: são pequenas peças metálicas semelhantes a trilhos, que são presos na escala do braço ou seja, são os ferrinhos. A função deles é fazer a divisão do braço, criar espaços que chamados de casas.
Casas = É aonde você vai colocar o dedo para tirar o som das notas. 
                             
                                 CORPO

Boca: É o buraco em forma de circulo onde você toca com a mão direita para tirar o som do instrumento.
Ao tocar as cordas, elas vibram produzindo um som que passa pelo corpo do violão produzindo um volume maior.
O corpo do violão, também pode ser chamado de bojo, e é composto de: tampo laterais e fundo. Num violão de boa qualidade, estas partes são feitas em madeira maciça.

Cavalete: Temos então a ponte ou cavalete que segura o rastilho e é colada ao tampo do violão. O rastilho, assim como a pestana, pode ser feito de plástico ou osso. Como estas partes do violão têm contato com as cordas, há diferença de qualidade sonora entre peças de osso ou plástico. Muitos preferem peças de osso, para obter um timbre melhor. Porém, a ouvidos destreinados, a diferença é quase imperceptível.

Bom pessoal seria basicamente isso, procurem entende o instrumento que você esta tocando e boa sorte!