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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Victor Biglione - um argentino mais que brasileiro


Victor Biglione é, sem sombra de dúvida, um dos maiores guitarristas do cenário da música instrumental deste país. Dono de uma técnica maravilhosa e de uma sensibilidade como poucos, Victor Biglione é, acima de tudo, um músico que sempre acredita naquilo que faz, sem se deixar levar ou ser influenciado por nenhuma onda mercantilista que possa descaracterizar seu trabalho; um idealista, engajado na luta pela sobrevivência da música instrumental e que sempre lutou pelo seu devido e espaço.
Uma vez fui em seu worshop e tive o prazer de conhecer um pouco mais desse talento e dessa figura fantástica que é Victor Biglione. Enquanto muitos só perguntavam de equipamentos, guitarras modelos e etc, fui logo e ataquei uma pergunta sobre logicamente seu fraseado outside ( consiste em tocar notas fora da escala que acaba causando um efeito de tensão dentro da harmonia e acaba voltando para sua estrutura escalar.) O que ele é justamente um mestre nisso, bom me deu varios exemplos onde tive uma grande aproveitamento.
Victor Biglione sem duvida é dos poucos guitarrista de uma geração que não existe mais, geração anos 80 que comprovar isso é só ouvir seus primeiros discos, Baleia Azul e Quebra pedra são obras primas da guitarra brasileira instrumental. Bom abaixo veja e comprove.


terça-feira, 19 de junho de 2012

POWER CHORD ou Bicordes


Power chord é uma técnica de execução de duas notas sendo a nota principal que é a fundamental e a outra a quinta da escala.  Geralmente usado em guitarras elétricas e distorcidas. Pode se também dobra a oitava ficando três notas com a oitava.

O Power Chord ou o Bicorde (duas notas) não difere entre acordes maiores ou menores, mas existem variações. Eu considero ele um modelo hibrido, servindo para ambos por omitir a terça nota de sua formação.Sua execução indiferente para os dois, ou até para outras variações mais complexas.

 São largamente usados em ritmos vindos do Rock, principalmente no punk rock e no metal.  É descrito nas cifras como sendo o acorde seguido de um 5 em alusão à quinta nota , como por exemplo, C5 (um dó em Power chord).

Ele também pode ser executado tocando-se somente a fundamental e a oitava de uma escala,essa técnica também é conhecida como oitavada. Quando a guitarra executa os bicordes ou a técnica da oitava a melodia é quem dá a referência do modo do acorde (maior ou menor) e a tonalidade da música.Ele possui um som pesado, e simples de tocar.

A origem do Power chord remete às primeiras bandas de rock e blues que começaram a usar a saturação do amplificador e posteriormente a distorção como principais efeitos em suas músicas. Ele se tornou popular porque quando tocado amplifica o efeito da saturação e não provoca as dissonâncias causadas por outras notas das escalas quando distorcidas, como a terça por exemplo.De acordo com um artigo em um jornal americano de nome Free-Lance Star, Link Wray  guitarrista de rock'n'roll, foi o primeiro a usar a técnica. O guitarrista de blues Elmore James usou largamente o Power chord com distorção no início dos anos 50, como na música I  Need You. Os bicordes podem apresentar inversões ou dobramentos livremente. Mais isso fica para um outro dia.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O CHORO - Chorinho


O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos participantes, que precisam ter muito estudo e técnica, ou pleno domínio de seu instrumento. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil e difícil de ser executado.
O conjunto regional é geralmente formado por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo.
Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro e nesse início era considerado apenas uma forma abrasileirada dos músicos da época tocarem os ritmos estrangeiros, que eram populares naquele tempo, como os europeus xote, valsa e principalmente polca, além dos africanos como o lundu. O flautista Joaquim Calado é considerado um dos criadores do Choro, ou pelo menos um dos principais colaboradores para a fixação do gênero, quando incorporou ao solo de flauta, dois violões e um cavaquinho, que improvisavam livremente em torno da melodia, uma característica do Choro moderno, que recebeu forte influência dos ritmos que no início eram somente interpretados, demorando algumas décadas para ser considerado um gênero musical.
Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha. Alguns dos choros mais famosos são
  • "Tico-Tico no Fubá", de  Zequinha de Abreu
  • "Brasileirinho", de Waldir Azevedo
  • "Noites Cariocas", de Jacob do Bandolim
  • "Carinhoso" e "Lamento" de Pixinguinha
  • "Odeon", de Ernesto Nazareth
 E já dizia o compositor e maestro Heitor Villa-Lobos: “O choro é a essência musical da alma brasileira”.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Destro X Canhoto


Essa é a discussão inicial de quem começa a aprender a tocar violão. Existem controvérsias a respeito desse assunto: uns dizem que o canhoto deve inverter as cordas do violão e outros dizem que deve aprender com o violão e suas cordas sem alterações. Particularmente, prefiro a segunda opção pelos motivos seguintes. O aprendiz que é canhoto vai à loja comprar seu instrumento e recebe-o com as cordas na posição "normal". Só que ele não sabe como trocar as posições das cordas então torna-se mais cômodo ele começar a auto-treinar-se com as cordas como estão. Uma vez ele acostumado a tocar com esse violão, quando encontrar-se com um grupo de "violeiros", não terá dificuldades em dar uma "palhinha" com o violão dos destros presentes (já elimina aquela ida em casa pra pegar um violão com cordas trocadas). Outra é que as publicações para violão, na sua grande maioria, esquecem que existe esse problema (ou ignoram) deixando o canhoto confuso com seus exemplos.
Também acho que o canhoto não deve prender-se apenas nessa posição e aprender com o violão invertido (sem trocar as posições das cordas). Grandes violonistas e guitarristas do mundo são ou eram, na maioria, canhotos: Jimi Hendrix, Paul MacCartney, Eric Clapton, e outros. Esses canhotos sabiam, com certeza, tocar o instrumento em várias posições e isso contribuiu para suas habilidades extraordinárias com o instrumento. É também sabido que o canhoto usa outro lado do cérebro e desenvolve-se mais rápido que um destro em habilidades manuais. Então fica aqui essa dica o importante, o certo é você esta bem com o instrumento.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ritmo e Andamento!


Precisamos deixar claro uma coisa: ritmo não tem nada a ver com velocidade. Quando dizemos que "este ritmo é rápido" estamos falando uma asneira. Os ritmos podem ser tocados em uma velocidade mais rápida ou mais lenta. Por isso, podemos ter um ritmo de valsa mais lento ou mais rápido, um Rock mais lento ou mais rápido. Só que, em música, não chamamos isso de velocidade, mas de andamento.

Muita gente fala em "ritmo de Rock", "ritmo de samba". Isto se refere à diferença na batida, isto é, na pulsação da música. A velocidade desta pulsação NÃO é o ritmo, mas o andamento. Logo,

Ritmo = pulsação da música

Andamento = velocidade

Quer um exemplo? No Abbey Road, lado B, há um medley: Golden Slumbers, Carry That Weight, The End. O ritmo, isto é, a pulsação das três músicas é igual, mas o andamento, isto é, a velocidade, é diferente.

Se o ritmo não tem a ver com a velocidade, como distinguir um ritmo de outro? Simples, pela batida, pela pulsação da música. Toda música oferece uma batida praticamente constante, repetindo-se sempre. Mas você pode reparar que, no decorrer de uma música, umas batidas são fortes e outras são fracas. Para entender melhor isso, ouça o começo da faixa 12 do Sgt. Pepper, disco do Beathes justamente a reprise da faixa-título. Repare que a pulsação é contínua, mas algumas batidas são mais fortes e outras mais fracas. É justamente pela alternância dessas batidas, mais fortes ou fracas, que dizemos se um ritmo é Rock, Blues, bolero...

Três exemplos clássicos: 


Rock costuma ter um batida forte, uma fraca, uma mais forte seguida de uma fraca e isso se repete por toda a música.

 A valsa, por outro lado, tem uma batida forte seguida de duas fracas.
 As marchas costumam ter uma batida forte e uma fraca

Mas não quero enganar ninguém: isso não se aprende com teoria. Só ouvindo música e tentando acompanhar o ritmo certo. Não se envergonhe de bater com as mãos, com os pés e etc. O importante é que você treine.

Procure sentir a batida da música, procure sentir o ritmo. Depois de acompanhar o ritmo com as mãos, tente reparar quais são as batidas fortes e quais são as batidas fracas. Claro que músicas como o "Sgt. Pepper" são mais fáceis, pois a bateria do Ringo deixa bem claro quais são as batidas fortes e fracas. Mas não tem problema, é bom começar com coisas simples.
Até mais um abraço

sábado, 21 de abril de 2012

Uma boa balada para Piano e Teclado!




Bom amigos aqui vai uma música super interessante para estudo, além de ser bem conhecida pelo pessoal de Piano e teclado, é uma balada chamada Ballade pour Adeline, que em francês significa "Balada para Adeline". 

É uma música instrumental  de 1976 composta por Paul de Senneville e Olivier Toussaint . Paul de Senneville compôs a peça como uma homenagem à sua filha recém-nascida Adeline. A primeira gravação foi por Richard Clayderman e venda mundial agora chegaram a 22 milhões de cópias em 38 países.
O trompetista francês Jean-Claude Borelly gravou sua versão no início dos anos 80 que usou a mesma faixa de apoio instrumental como a gravação original.
Richard Clayderman realizado um dueto da música com o guitarrista Francisco Goya em 1999, e foi lançado em seu álbum de estúdio, 'Together'. Mais ele ela estava lá.
 
Uma nova versão desta peça foi lançada no álbum de estúdio Richard Clayderman "Mil Ventos" em 2007 para celebrar os 30 anos desde o lançamento original de "Ballade Pour Adeline". Richard foi acompanhado por um arranjo de cordas novo Olivier Toussaint.
  Aqui vai a partitura da música mais o video.

(Daniel Vacani)  

                                                              PARTITURA


VIDEO

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