quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nico Assumpção - Bom gosto acima de tudo!

Contrabaixista, arranjador e compositor, Nico Assumpção nasceu em Sao Paulo, e toca seu instrumento desde os 16 anos. Foi aluno de Amilton Godoy e Luis Chaves (ZIMBO TRIO) no CLAM, escola em que também foi professor por dois anos.

Em 1976, aos 22 anos, mudou-se para Nova York afim de aprofundar seus estudos, e passou a integrar o grupo do pianista
Don Salvador e do saxofonista Charlie Rouse o que lhe abriu as portas para tocar com alguns dos mais importantes músicos de Jazz, tais como Fred Hersh, Larry Willis, John Hicks, Steve Slagle, Victor Lewis entre outros.

De volta ao Brasil em 1981, lançou o primeiro disco de contabaixo solo do país (
Nico Assumpção - Selo Independente) e a partir de 1982, já morando no Rio de Janeiro, tornou-se um dos músicos mais requisitados tanto ao vivo como em estúdios, tendo participado da gravação de mais de 400 discos e de um sem número de shows.

Entre suas atuações mais significativas no panorama fonográfico brasileiro, podemos destacar os discos de:
Milton Nascimento, João Bosco, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Wagner Tiso, Cesar Camargo Mariano, Ricardo Silveira, Gal Costa, Helio Delmiro, Maria Bethania, Marcio Montarroyos, Raphael Rabello, Edu Lobo, Léo Gandelman, Toninho Horta, Victor Biglione e muitos outros.

Picture
No cenário internacional, Nico tocou e gravou com alguns dos mais expressivos e reconhecidos artistas, entre eles: Kenny Barron, Billy Cobham, Larry Coryell, Joe Diorio, Eliane Elias, Ronnie Foster, Frank Gambale, Joe Henderson, Lee Konitz, Michel Legrand, Harvey Mason, Pat Metheny, Airto Moreira, Flora Purim, Ernie Watts, Sadao Watanabe e Phil Woods

Ao longo de sua carreira, obteve sempre significativos elogios a sua atuação e alguns comentários merecem destaque:


"
Ele toca não só rapidamente, mas com um som abundante, um ataque doce e idéias de sobra" - Paul de Barrios / Seattle Times.

"
Suas improvisações melódicas, rápidas e iluminadas foram inspiradas (Stanley Clarke, sai da frente)" - Lee Barrie / San Diego Post.

"
... sua perfeita articulação, solos rápidos e uma sonoridade cristalina"- Richard Johnston / Bass Player.

Ao comentar um de seus shows, a revista VEJA escreve: "
O que a maioria morde a lingua para fazer, Nico faz dando risada".

Já o Jornal do Brasil diz: "
no show de PHIL WOODS quem acabou brilhando foi o brasileiro NICO ASSUMPÇÃO".

Nico executa com igual virtuosismo os baixos elétrico e acústico, tendo desenvolvido técnicas que fazem escola. Sempre em sintonia com a vanguarda, introduziu no Brasil os baixos de 5 e 6 cordas e também o baixo fretless (sem trastes).


Três comentários resumem sua atuação e não podem deixar de ser citados:


Michael Bourne, editor da revista DOWN BEAT escreveu: "
Nico é o mais impressionante virtuose que já ouvi".

Após sua apresentação no Free Jazz de 1987, o tecladista Don Grusin disse: "
Se eu tocasse baixo queria ser o Nico Assumpção". (Jornal do Brasil)

O saxofonista Branford Marsalis afirmou : "
ele esta entre os meus músicos favoritos no Brasil". (Jornal do Brasil)

Com seu estilo inconfundível, Nico Assumpção mudou o conceito tradicional do instrumento, ampliando suas possibilidades e sonoridades, trazendo-o para a linha de frente dos solistas.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Acordes para teclado!!

Aqui estão alguns acordes para teclado e piano maior, menor, maior com setima e menor com setima.







segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A primeira música gravada

Os créditos sobre a primeira gravação eram dados a Thomas Edison que, antes de inventar a lâmpada elétrica, criou o fonógrafo, em 1877. Durante o processo de criação, ele cantou um poema para testar o invento. Mas alguns cientistas americanos acabaram descobrindo uma gravação feita em 1860, 17 anos antes da outra feita por Edison, mostrada logo a seguir no vídeo:



Já no Brasil, a primeira música gravada foi “Isto é Bom”, do cantor e compositor baiano Xisto Bahia, em 1902. Confira o vídeo desta também:



A criação dos discos
Criação dos discos é creditada ao canadense Émile Berliner, na década de 1870, feitos de goma-laca, material negro e opaco. A princípio, não havia um padrão de velocidade e tamanho dos discos. Só na década de 1910 é que os discos passaram a ter a velocidade padrão de 78 rpm (rotações por minuto) com 25 cm. Já os LP’s (Long Play) surgiram no final da década de 40, produzidos com material plástico, mais leves, práticos e mais resistentes que os de 78 rpm

Bom e mais ou menos isso  depois vou postar uma materia só sobre o disco de vinil por enquanto é só um abraço.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

BATIDA DE SAMBA

O Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgida no Brasil. O nome "samba" é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançado.

O samba é um gênero musical, de onde deriva um tipo de dança, de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se transformou em símbolo de identidade nacional.
Derivadas do samba, outras formas musicais ganharam denominações próprias, como o samba de gafieira, o samba enredo, o samba de breque, o samba-canção, o samba-rock, o partido alto, o pagode, entre outros. Mais Aqui vou passa uma batida básica, que serve para vários contextos rápido e lento. Tirando partido alto.
  
BATIDA DE SAMBA
           P  IMA
               IMA
               IMA
           P--------
               IMA

           P  IMA
               IMA
           P--------
               IMA

Obs: O PIMA são as inicias de cada dedo. Procure tocar bem lento para mecanizar depois vai acelerando aos poucos, e não se esqueça claro de ouvir bastante samba também.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A emotiva - HELÍO DELMIRO - cordas que encantam

Bom tive o privilegio de assistir um show deste grande músico, e pude ver e ouvir como é seu bom gosto para escolher cada acorde e nota em sua improvisação, não são meros clichês de jazz que estamos acostumados a ouvir, são caminhos e idéias diferentes que somam ao colorido de seus acordes. Ao longo do meu aprendizado sobre música e conhecimento sobre violinistas e guitarristas vi que seu caminho era diferente porque ele tinha influencia de grandes pianistas e saxofonistas, ou seja, ele ouvia suas cadência aberturas e improvisação e aplicava no seu modo de ver a música.

Hélio Delmiro começou seu aprendizado musical aos cinco anos de idade quando seu irmão mais velho, Juca, lhe deu um cavaquinho de presente. Com a ajuda de seu outro irmão que já tocava violão começou a ter as primeiras noções do instrumento. E aos quatorze anos começou a acompanhar cantores em bares. Ouvindo e tirando música de pianista como Bill Evans. Disse em uma entrevista que queria tocar violão porque era fã de Baden Powell, Aprendeu partitura e divisão rítmica no Bar com um amigo, porque foi estudar música e o professor deu uma reguada na mão, dizendo que ele não tinha jeito pra música, se ele não tiver fala serio hein!
Um grande músico que já acompanhou diversos cantores que você possa imaginar se destaca tanto no violão como na guitarra, diz ele: estudo no violão e toco na guitarra.
Sou o músico Chuchu, Porque Chuchu combina com tudo, com carne moída, camarão etc..
Separei uma seleção de músicas abaixo pra conhecerem mais um pouco desse grande músico.




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Receita de Ano Novo! FELIZ 2011!!!


Para você ganhar
belíssimo Ano Novo cor do arco-íris,
ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior) novo,
espontâneo,
que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come,
se passeia,
se ama,
se compreende,
se trabalha,
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir
nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade,
recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro,
tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você
que o Ano Novo cochila
e espera desde sempre.
(Carlos Drummond de Andrade)