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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A Forma Mais Simples de Tocar Violão

Com o avanço da tecnologia e a popularização da internet, a informação começou a chegar de forma muito mais rápida e simples na casa das pessoas. Em poucos anos vivemos mudanças revolucionárias como aulas pela internet, cursos de línguas pela internet, trabalho pela internet e muitas outras. Com a música não foi diferente. Hoje é possível aprender a tocar violão ou aperfeiçoar-se sem sair de casa.

As cifras sempre foram a forma mais simples de aprendizado do violão, mas antes eram difíceis de obter e nem sempre o aprendiz encontrava as músicas que desejava. Com a internet, em apenas alguns cliques ele encontra todo o material necessário para aprender a tocar as músicas de sua banda favorita.

O rock é geralmente o estilo musical escolhido por iniciantes, uma vez que entre os milhares de opções de músicas disponíveis, muitas são as mais simples. Além disso, é um estilo que costuma agradar bastante, principalmente os jovens e a maioria dos adultos. O rock é originalmente tocado com guitarra, mas o violão substitui perfeitamente o instrumento, dando um toque acústico ao estilo.

Claro que nem tudo é simples assim. Existem músicas complexas, com arranjos muito bem trabalhados, que exigem muito mais dedicação e muitas vezes até um professor. O ideal é sempre procurar um profissional que possa ensinar todas as técnicas, afinal a música é algo muito rico e cheio de detalhes. Mas para um iniciante que busca um pouco de treinamento em casa, existem diversas bandas, tanto nacionais quanto internacionais, que produzem melodias mais simples e fáceis de aprender.

Cifras de músicas podem ser representadas de forma gráfica: desta forma ela indica as posições dos dedos e são muito parecidas com tablaturas. Também podem ser representadas de forma textual, utilizando letras e números para indicar a nota. Como o rock é um estilo que combina muito com o violão e é muito admirado, logo vou listar algumas músicas, nacionais e internacionais, simples de tocar através de suas cifras. As músicas têm em média três acordes, o que facilita muito a execução.

 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A Percussão



O som da percussão
 
Pela forma de produção de som característica da maior parte desses instrumentos, o som possui um ataque de curta duração. O som vai quase que imediatamente do silêncio à sua intensidade máxima e sofre um decaimento também muito curto.
A maior parte dos instrumentos de percussão possuem som de curta sustentação e param de vibrar muito rapidamente após o estímulo inicial cessar, mas essa não é sua característica fundamental, uma vez que existem instrumentos de percussão que produzem sons de longa duração, como os gongos e sinos.

Classificação
  
Embora coletivamente chamados de instrumentos de percussão, essa categoria pode ser subdividida por diversos critérios. As formas mais comuns de classificação dividem os instrumentos de percussão por definição do som (se podem produzir notas afinadas ou não), por método de execução (percussão, agitação ou atrito) ou por elemento produtor de som (idiofones, membranofones e cordas percutidas). Uma vez que nenhuma dessas formas é completa, em geral elas são combinadas. Assim podemos dizer que um xilofone é um idiofone percutido de altura definida e que um Taiko é um membranofone percutido de altura indefinida.
Abaixo, os métodos de classificação estão descritos em mais detalhes.

Por definição do som
Os instrumentos de percussão podem ser classificados de acordo com a possibilidade de produzirem sons de altura determinada ou indeterminada.








Altura indeterminada

 
A maior parte dos instrumentos de percussão. Esses são caracterizados pela ausência de escala, ou seja, produzem apenas um único som ou uma gama de sons muito reduzida. São utilizados precisamente pelo timbre e características sonoras que apresentam e geralmente possuem função puramente rítmica. Esses instrumentos produzem notas cuja altura não pode ser perfeitamente determinada, seja porque seus sons têm duração muito curta, seja por possuírem uma grande quantidade de parciais não harmônicos, ou ainda porque produzem variações aleatórias de altura ao longo de sua duração. Isso faz com que acompanhem bem, sem interferir na harmonia (sem que seus sons sejam percebidos como desafinados), canções compostas em qualquer tonalidade. São talvez a forma de instrumentos musicais mais antiga, dado que qualquer objeto consegue produzir sons simples: quer a bater, raspar, etc.
Entre eles podemos citar o agogô, afoxé, carrilhão, castanhola, chimbal, triângulo, blocos sonoros e muitos tipos de tambor.

Altura determinada
 
Instrumentos de percussão cuja vibração produz sons que obedecem à série harmônica e permitem a perfeita afinação de suas notas. Muitos possuem diversos componentes, cada um afinado em uma altura diferente, como os xilofones ou timbales. Outros permitem a variação de afinação durante a execução como o tímpano ou, ainda que de forma limitada, alguns tipos de tom-tom e o berimbau. Estes instrumentos podem exercer papel melódico ou harmônico em uma canção. Técnicamente, qualquer instrumento de cordas pode ser executado por percussão e nesse caso estaria enquadrado nessa categoria (como o piano ou um violão com cordas percutidas).

Até então é só pessoal!! Então estou postando esse assunto de percussão completo para maior compreensão, proximo poster será  forma de tocar e suas classificações.. 
até mais um abraço.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Você toca ou coleciona?

Hoje em dia tudo é descartável por causa da globalização da tecnologia evoluindo cada vez mais da internet deixando tudo mais fácil. Isso é ruim? Não! Mais devemos tomar cuidado e nos auto observar por que muita das vezes o que acaba acontecendo é isso você usa escuta algo uma vez acabou não absorve nada fica tudo guardado baixando centenas de música colecionado vários dvd´s e Mp3 da vida e ai?
Você conseguiu absorve alguma coisa no sentido melodia ,condução rítmica< acordes ou texturas diferente arranjos no geral?  Pois é isso que não acabamos fazendo!
É mais ou menos como você lê -se um livro e soubeu-se contar a historia sem a consulta do livro, ou seja, você fixou aquilo absorveu para si. Já dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade  e agora José! A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?


Esse exemplo estou pegando como referencia, claro que da para interpretar com outras situações Ou seja, o poeta até chegar a outro "eu", "José" - "E agora, José?" ("José"), que se pergunta sobre o significado da própria existência e do mundo.
É mais ou menos assim acabou de baixar tudo, terminou sua coleção, entendeu tudo como deve fazer, sabe o que deve fazer, tem o instrumento legal na mão, internet. mp3
Etc... Mais você retém isso pra para si? VOCE TOCA OU COLECIONA?
Vamos lá e agora josé?

( Daniel Vacani )

                                                                     E agora, José?

A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José ?
e agora, você ?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José ?
 
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José ?
 
E agora, José ?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora ?
 
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora ?
 
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José !
 
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José !
José, pra onde ?
Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CARTOLA 30 ANOS!


Bom cada vez que penso em escreve sobre esses grandes músicos penso, o que vou falar sobre cada um deles? Ai vejo que cada um tem a sua genialidade sua inspiração e melhor sua arte fica, que de uma certa forma o acaba o eternizando- o.  Já dizia Leonardo da Vinci : que o teu trabalho seja perfeito para que mesmo depois da tua morte, ele permaneça. Cartola ocupa uma posição singular. Então um cara que era de pouca educação formal mais tinha a música dentro de si como explicar melodia acordes e com cadências (seqüência de acordes) diferentes para uma pessoa que nunca fez aula de música. Mais não era só a melodia mais também suas letras que se aperfeiçoou lendo poetas como Castro Alves. Gonçalves Dias,Olavo Bilac e Guerra Junqueira, o seu preferido. Sua Obra esta bem registrada em quatro disco que gravou aos 65 anos de idade. Até o maestro Vila Lobos disse sobre ele: Isso está tudo errado mas que beleza! Também ele teve alto e baixo em sua carreira por se envolver com mulheres bebidas, etc.. Mais encontrou também mulheres que o ajudaram muito. E as benditas mulheres!!
Trabalhou sempre com bicos, como pedreiro, pintor de paredes, lavador de carros, vigia de prédios e contínuo de repartição pública. Mas seu dom fez dele o maior sambista carioca de todos os tempos, com letras impecáveis e batidas deliciosas.
Ganhou o apelido pois  quando trabalhava em obras, usava um chapéu côco, para não sujar os cabelos de cimento. Através de suas canções, o povo brasileiro pôde entender um pouco mais a vida, e como lidar com o dia a dia de uma maneira mais poética.
( Daniel Vacani )


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dicas para melhorar no Piano! não o seu piano..

COMECEM PELO FIM
O início de uma peça é, frequentemente, a secção mais bem estudada, ficando o resto mais inseguro (em particular a secção final).
Para evitar isto, estudem começando pelo fim.
AQUECIMENTO
Começar a sessão de estudo com obras que são tecnicamente mais exigentes não é uma boa ideia e pode provocar lesões como tendinites.
O ideal será fazer um período inicial de aquecimento, quer com exercícios específicos , quer com obras mais adequadas e/ou menos exigentes tecnicamente


 SAIBAM OUVIR-SE
Muitos pianistas não se ouvem com atenção e apenas contam com uma espécie de "sensação física" para saber se algo está certo ou errado.
Embora esta atitude também seja importante, saber ouvir-se é fundamental.
 
FAÇAM PAUSAS (frequentes) para DESCANSAR
Os estudos revelam que o tempo ideal de concentração é de 40 minutos. A partir deste tempo a concentração começa a diminuir.
Dividam os tempos de estudo em sessões pequenas mas com a concentração máxima e o estudo será muito mais rentabilizado.
   
O MELHOR ESTADO DE ESPÍRITO POSSÍVEL
Se estão tensos, frustrados, irritados, cansados, etc. o vosso estudo não vai render o máximo possível. Tentem sempre esquecer esses assuntos durante o estudo por forma a tirar o máximo partido do tempo que têm disponível.
 

REGULARIDADE NO ESTUDO
Ter sessões de estudo regulares durante a semana é bem mais produtivo do que estudar horas seguidas UMA vez por semana, por exemplo.
A regularidade de estudo ajuda a desenvolver a "memória muscular" e dá ao aluno a confiança de saber que pode tocar bem em qualquer altura.
Uma dica muito simples, mas que por vezes é esquecida. Pensar no objectivo que se pretende atingir, faz com que se progrida mais rapidamente e de uma maneira mais consistente.
Façam isto antes e durante as vossas sessões de estudo.
Por exemplo, antes da repetição de uma passagem, parem e pensem "o que estou a tentar alcançar?"
POSTURA
Assegurem-se sempre que a vossa postura e posição são correctas.
Tenham certeza que estão descontraídos e confortáveis. Se não estiverem, a sua eficácia musical é afectada.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Obras J.S.Bach - o inventor da perfeição - corre ai meu filho!

Sua Obra.

Estilo

As melodias inventivas e únicas de Bach combinam o que de mais fino existia nos estilos Italiano, Francês e Alemão enquanto permanece complexo e contrapultal; Entretando suas melodias freqüentemente oferecem mais emoção do que transparece - Coisa que muitas pessoas hoje têm problema para compreender.

A técnica contrapuntista de Bach está entre os mais cuidadosos e precisos já feitos; A sua complexidade cativa compositores e não compositores, e contém muitas vezes cinco melodias todas harmonizando-se com as outras. Esta combinação de estilo melódico original e maestria contrapontista forjou uma poderosa influencia nos compositores que vieram depois dele. Muitos compositores notáveis como Mozart, Beethoven, Schumann and Mendelssohn aumentaram a sua atenção para a harmonia e escreveram obras complexas após serem apresentados a Bach. Nos dias de hoje, suas melodias e seu estilo são as bases para musicas desde hinos e canções religiosas até musica pop e rock. Muitas das musicas de Bach, particularmente temas como a Toccata e Fuga em Dm tem sido usadas no Rock repetidamente e tem recebido notável popularidade.
Embora as obras de Bach tenham influenciado tantos outros compositores, é interessante lembrar que na era de Bach, a grandeza era definida pela habilidade em dominar uma técnica e não pela inventividade. seu estilo musical reflete os padrões e convenções de seu tempo, e a influencia que ele recebeu das obras de Couperin e Domenico Scarlatti. Vivaldi também inspirou de forma muito Grande a produção de Bach como pode ser visto nas transcrições que Bach fez dos concertos para violino de Vivaldi em suas obras para Cravo.

Oficialmente, Bach escreveu 1080 músicas. Missas, Paixões, Cantatas, Concertos, Concertos duplos, triplos, quádruplos (é sério), obras para instrumentos solistas, centenas de peças para órgão e muito, muito mais...
Na imensa obra de Bach – nada menos de 1080 – é difícil destacar o melhor. Pode-se, todavia, indicar algumas de suas obras mais conhecidas, que podem introduzir o leitor ao universo do compositor alemão. As músicas de Bach são catalogadas segundo o Bach-Werk-Verzeichnis, ou "Catálogo das Obras de Bach", realizado em 1950 por Wolfgang Schmieder:

*Tocatta e Fuga em Ré Menor, BWV 565 – esta peça, cuja celebridade deve-se ao uso impróprio em filmes de terror, é um exemplo do virtuosismo de Bach no órgão, seu instrumento predileto, ao qual dedicou suas melhores obras. Na mesma linha, a Pastorale, BWV 590 e os diversos "Prelúdios Corais" – pequenas introduções aos cantos litúrgicos luteranos – são uma introdução ao universo do compositor.

*Cantata Herz und Mund, BWV 147 – cantatas são como pequenas óperas, mas sem a representação. Geralmente tratam de algum episódio bíblico, alternando a narrativa entre solistas e o coro. A catata BWV 147 é encerrada com o famoso "Jesus Alegria dos Homens". Essa peça já foi submetida aos mais diversos arranjos: o original ainda é o melhor. A Cantata BWV 140, Wacht Auf!, é também muito conhecida por um de seus trechos para coro masculino. Ao lado das cantatas, a Paixão S. São Mateus, BWV 244 e a Missa em Si Menor, BWV 232, são obras básicas do repertório de Bach, onde pode-se apreender o toda a religiosidade do compositor.

*O Cravo Bem Temperado (BWV 846-893) – divididos em dois volumes, os 48 prelúdios e fugas mostram a que ponto a arte de Bach levou essas duas formas. A gravação com Glenn Gould tornou-se um clássico, sendo inclusive objeto de um romance de Thomas Bernhard, O Náufrago (Cia. das Letras, 1996) Uma obra correlata, composta no fim de sua vida, é A Arte da Fuga, BWV 1080

*Suítes para orquestra – em número de 4, essas suítes orquestrais são uma boa amostra do estilo de Bach na composição para orquestra. Suítes são obras divididas em várias partes, cada uma com um andamento diferente. A mais famosa dessas suítes é a número 3, que inclui a famosa "Ária na 4ª Corda"

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Enarmonia e Inarmonia ( Mãe de quem?)


Enarmonia, em música, é
  1. o grupo de sons de um acorde ou numa linha melódica com intervalos menores do que um semitom---na música grega antiga, este intervalo seria de um quarto do tom;
  2. na afinação do sistema temperado, o escrito enarmônico significa duas notas diferentes numa partitura mas que, na prática, produzem o mesmo som; e
  3. nos instrumentos não temperados, ou de um sistema de afinação com entonação justa, ou de temperamento linear, é o intervalo de duas notas enarmônicas---em que duas notas se diferem sonoramente apenas por uma coma (i.e a nona parte de um tom).
Instrumentos enarmônicos são aqueles que produzem sons com tons enarmônicos.

Na inarmonia do som

Na música ocidental, uma escala diatônica nos permite formar acordes com intervalos maiores e menores. Similarmente, num instrumento de propriedades do sistema temperado, uma nota qualquer é formada por parciais de sons maiores e menores e harmônicos. Em um instrumento inarmônico, como um tambor, em que cada batida emite várias freqüencias estranhas de som, o som das notas emitidas terão parciais variadas, com freqüências diminutas. Até mesmo um xilofone pode ter um som bem preciso, mas mesmo assim a repercussão do som eitido por uma batida na madeira cria sons de parciais inarmônicas. Da mesma maneira os metais tem propriedades inarmônicas em seu som, mesmo quando tão afinados como um vibrafone. isto não é para dizer que todo instrumento de corda não possue tons inarmônicos. Um violão em mal estado certamente emitirá vários sons estranhos, por exemplo.
Todos os instrumentos de sopro de metal são considerados inarmônicos, assim como toda percussão (exceto o piano acústico), a Gaita-de-fole e outros instrumentos que, quando tocados, o som emitido produz notas das parcelas de uma escala inarmônica. O instrumento inarmônico está oposto aos instrumentos harmônicos que são os instrumentos que podem-se temperar a afinação, e possuem uma freqüência sonora estável, como o piano, os instrumentos de corda, os de sopro de madeira e alguns outros de sopro que seriam de metal, mas não se classificam na música européia como típico de metal (a flauta transversal, por exemplo).

Na afinação temperada

Na escala diatônica, a nota Mi sustenido soa como um Fa natural, assim como o Dó bemol soa como um Si natural. Não há como dizer, nem mesmo para quem tem ouvido absoluto, se alguém esta tocando num piano, por exemplo, o Dó bemol ou o Si natural de uma partitura qualquer. Somente olhando na pauta é que podemos ver a diferença da nota escrita, se é uma ou a outra nota escrita que se toca. Esta maneira de escrever um Dó bemol em vez do Si natural ou um Mi sustenido em vez de um Fa natural, numa partitura, é especialmente reconhecida como escrita enarmônica e o motivo de tal escrita tem que a ver com a consideração do compositor à analise teórica de tal música quando a escreveu. Um exemplo básico seria se o compositor estivesse escrevendo uma composição com uma passagem cromática em que houvesse as seguintes notas:
Mi, Mi bemol, Re, Re bemol, Do, Si e novamente o Si
É provável que o compositor simplesmente escrevesse no final da frase:
Do, Do bemol, Si
Assim ele estaria mostrando (na teoria do "papel") a continua progressão cromática da melodia, e a homogeneidade da escrita, e este Do bemol que também soa como um Si natural é a escrita enarmônica.
Há casos mais complexos, como o caso do sustenido dobrado; para entendê-lo a contento, deve levar-se em consideração o ciclo das quintas. Grosso modo, funciona da seguinte forma, tomando-se como exemplo a a escala de Sol: Sol, Lá, Si, Dó, Ré, Mi, Fá#. Como ficaria então, no caso da Escala de Sol#? Ficaria: Sol#, Lá#, Si#, Dó#, Ré#, Mi#, Fá##, sendo que o Mi# e Si# só figuram na teoria musical para instrumentos que possuem marcação de teclas temperadas e de casas (instrumentos de cordas) definidas. O ## ou (x) que significa sustenido dobrado, foi aplicado aí para determinar que o que, na verdade, é um Sol, derivou de uma flexão teoricamente cromática da nota Fá#.

Na afinação não temperada

Em um instrumento mais tradicional, como uma sitar, e aonde sua afinação não é a mesma do sistema temperado da música ocidental, um intervalo enarmônico é aquele entre, por exemplo, um Do sustenido e um Re bemol, qual na música ocidental teria o mesmo som. Na música não temperada estas notas diferem não só na escrita mas também sonoramente, uma da outra, por uma fração do tom que chega a ser imperceptível ao ouvido não treinado de um indivíduo que não está acostumado a ouvir este estilo de música.

sábado, 20 de novembro de 2010

Som Negro esta em todos os estilos!!


A musica sempre esteve presente nas aspirações e lutas por liberdade dos negros desde que nas Américas, aportaram trazidos como escravos. Deles foi roubado, sua língua, família, e grande parte de sua cultura; ainda assim seus opressores não puderam remover a sua música, que era a expressão da alma deste povo. Ano após ano esses escravos e seus descendentes aceitaram o cristianismo que era a religião de seus senhores. A Musica era parte integrante do dia a dia do africano e era usada nos trabalhos, nas caçadas, nas festas, enfim toda a atividade era pontuada com musica.
O poder desta musica da Diáspora africana aparece como elemento condutor da grande herança ancestral e cultural da Mãe África. Por onde passou esta musica influenciou e deu novas formas às que já existia, quer seja na América do sul especialmente o Brasil, na América central e na América do Norte especialmente os Estados unidos, onde pela forte cultura de massa essa influencia se espalhou por todo mundo, Na forma primeiramente do Negro Spirituals e dos demais estilos dele derivados, como o Blues, Ragtime, Jazz, Gospel ... chegando até nossos dias com muito do que se ouve na mídia. 
Na música brasileira também pode ser transmitida ritmicamente muito do que se produziu da musica negra da Diáspora foi perdido ou modificado pelo tempo, mas sua essência se manteve e serviu de fonte inspiradora a muitos compositores como Lorenzo Fernandez, Villa Lobos, Brasílio Itiberê II, Ernani Braga, Hekel Tavares, Stephen Foster, Louis Moreau Gottschalk (que compôs uma variação sobre o Hino Nacional Brasileiro) , Harry Burleigh, Samuel Coloridge Taylor, George Gershwin, Scot Joplin, Rosamond Johnson Jerome Kern, Hall Johnson e outros, que com seus conhecimentos formais nos possibilitaram ter contato com este rico legado musical. 
Então aqui vai minha homenagem a todos eles e a gente também pois somos todos vira - latas afinal de contas. 



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

GUITARRA - Técnicas de abafamento

Abafamento com a palma da mão é uma técnica importante usada primariamente ao tocar Guitarra elétrica. Esta técnica pode ser usada na guitarra acústica também. Esta aula irá cobrir a técnica de abafamento em 2 maneiras. Uma das maneiras é usado para conseguir o som muito usado em Heavy Metal. A segunda maneira, a mais importante, é mostrado como a palma da mão é usada para abafar notas que você não quer que apareçam, principalmente quando você está tocando usando efeitos de distorção e ganhos. Por este motivo que nesta aula os estudos serão direcionados para a guitarra elétrica.
Para abafar com a palma, coloque a palma da sua mão direita perto da ponte da guitarra enquanto toca algumas nota.Use a parte da palma abaixo do polegar. Toque as notas abaixo usando palhetas para baixo. Assegure-se que a guitarra está plugada no amplificador e você esteja usando uma distorção pesada.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---------------------------------------------------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E --0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--0-0-0-0--------------------------
........----------------P.M.-----------------------
Abafamento da corda E é muito utilizada no Heavy Metal e no Rock. Também é usado na corda A solta.
Agora use o abafamento com a palma fazendo o acorde de F#.. Ao tocar o acorde, use palhetadas para baixo e gradualmente levante a palma da mão da ponte em ritmo lento até o acorde parar de soar. Finalize tocando um power chord em E, o qual você pode deixar soar.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2--------------------------
A ---4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4-4---2--------------------------
E ---2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2-2---0--------------------------
........----------------P.M.----------------------

USANDO O ABAFAMENTO PARA SONS MAIS LIMPOS
Quase sempre quando se toca a guitarra, a palma da mão fica perto da ponte, então quando se precisa abafar algumas notas é só fazer uma pequena pressão na ponte.Fazendo isso, os exercícios se tornarão mais fáceis.
Como as cordas soltas soam por mais tempo, vamos praticar os próximos exercícios com cordas soltas e o amplificador no máximo de distorção e ganho. Após tocar cada uma das notas, abafe a corda na ponte da guitarra com a palma da mão. Começe fazendo os exercícios lentamente e vá aumentando a velocidade para você adquirir a técnica.

E ---------------------------------------------------------------------
B ---------------------------------------------------------------------
G ---------------------------------------------------------------------
D --------0---------0--------0----------0----------------------------
A ---------------------------------------------------------------------
E ----0-------0---------0--------0------------------------------------

Uma excelente maneira de se praticar a técnica é usando escalas. Toque uma escala. Antes de ir para a próxima corda, rapidamente afabe a corda tocada com a palma da mão e libere, então , vá para a próxima corda. Também faça isso quando praticar a escala no modo reverso. Experimente tocar primeiro com a Escala Pentatônica A.

E ------------------------------5-8----8-5---------------------------
B -------------------------5-8---------------8-5---------------------
G ------------------5-7---------------------------7-5----------------
D -------------5-7-------------------------------------7-5-----------
A -------5-7-------------------------------------------------7-5-----
E -5-8-----------------------------------------------------------8-5-
Para outras escalas, verifique a teoria sobre escalas. . É importante saber usar a técnica se você tem intenção de tocar solos de guitarra. De outra maneira, os solos sairão com bastante ruído e não é agradável ouví-los. Estes exemplos poderão ajudá-lo a aprender o básico da técnica em si.

Uma abraço e até mais.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

João Carlos Martins – alguém que você devia conhecer

Pianista mundialmente famoso, João Carlos Martins chegou à perfeição da música graças ao seu esforço, que desde pequeno foi tanto nas aulas de piano quanto nas outras disciplinas da escola.
Ele sempre gostou de estudar, principalmente porque os professores sempre o tratavam com carinho. No Liceu, ele teve uma aula sobre Balzac e ficou tão maravilhado com o autor que passou a ler todas as suas obras. De todas as aulas que teve até hoje, essa foi sua preferida.
Aos oito anos de idade, João Carlos Martins começou a tocar piano. Em pouco tempo, passou a dedicar todo seu dia a essa atividade. Por isso, foi tendo que prestar cada vez mais atenção nas aulas, para não ter que ficar estudando horas em casa, podendo assim se dedicar quase que exclusivamente à música.
Graças ao amor pela música, João Carlos Martins conseguiu superar a doença que atingiu os nervos de suas mãos.  Ouça-o contando essa história


Ele sim,  é realmente uma grande superação de vida.Pianista desde os 5 anos de idade,logo descobriu ser um um dos principais intérpretes do maior compositor de música erudita, Johan Sebastian Bach. Em um  jogo de futebol em Nova Iorque quase perde os movimentos da mão direita, quando teve uma lesão com fratura. Com muito esforço e dedicação voltou a tocar. Não muito tempo depois, perdeu novamente os movimentos devido a uma LER (lesão causada pela realização de movimentos repetitivos)  Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais com dificuldade de tocar e decidiu parar. Não conseguindo ficar longe do piano foi aprendendo a tocar só com uma mão. Mais uma vez aconteceu uma desgraça. Em um assalto na Bulgária, onde foi realizar um concerto, recebeu golpeadas na cabeça e perdeu novamente o movimento de sua mão. Então daí em diante decidiu ser regente de orquestra.
Maravilhoso e majestoso, ele encanta e emociona todo o seu público porque ele toca com alma onde o que faz consegue passar mais do meras notas mais sim passa o som que toca o coração. Então é isso você tem duas mãos!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DIGITAÇÕES. ( combinações)

Aqui estão algumas combinações dos exercicios de digitação.
Essas variações vão dar mais força em seus dedos para você executar coisas com um nivel mais avançado de qualquer coisa,tanto na parte Harmônica como na melódica. Ela se  divide em 4 grupos e são variações dos dedos da mão esquerda 1 2 3 4. 

1} GRUPO

1  2  3  4                1  3  2   4
1  2  4  3                1  4  2   3
1  3  2  4                1  4  3   2

2} GRUPO


2   1  3  4            2   3   2  1
2   1  4  3            2   4   1  3
2   3  1  2            2   4   3  1

3} GRUPO                                                         

 3   1  2  4            3   2   4  1
3   1  4  2            3   4   1  2
3   2  1  4            3   4   2  1


4} GRUPO                                                                                                       

4  1  2  3            4   2   3  1
4  1  3  2            4   3   1  2
4  2  1  3            4   3   2  1

Obs: Os dedos da mão direita não muda continua sempre alternando indicador e médio. 
I e M I e M.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

intervalos parte 2

Intervalos musicais
Os nomes dos intervalos da escala diatônica são dados pela distância entre as notas, isto é, distância de segunda entre duas notas, terça ou terceira entre três, quarta, quinta, sexta, sétima, oitava, nona, etc., mais o designativo que indica se a frequência entre os intervalos são mais ou menos consonantes - intervalo justo, menor, maior, aumentado, diminuto, aumentado ou diminuto - chamado também de "qualidade" do intervalo.
Assim, temos os seguintes intervalos:
  • Primeira justa ou uníssono: sem intervalos entre os dois sons.
  • Segunda
    • menor: distância de um semitom entre os sons.
    • maior: distância de dois semitons entre os sons.
  • Terça ou Terceira
    • menor: distância de três semitons entre os sons.
    • maior: distância de quatro semitons entre os sons.
  • Quarta justa ou quarta: distância de cinco semitons entre os sons.
  • Quarta aumentada ou quinta diminuta ou trítono: distância de seis semitons (três tons, daí seu nome) entre os sons.
  • Quinta justa ou quinta: distância de sete semitons entre os sons.
  • Sexta
    • menor: distância de oito semitons entre os sons.
    • maior: distância de nove semitons entre os sons.
  • Sétima
    • menor: distância de dez semitons entre os sons.
    • maior: distância de onze semitons entre os sons.
  • Oitava justa ou oitava: distância de doze semitons entre os sons.
Classificação Numérica

Contando o número de notas em um intervalo, obtemos sua classificação numérica. Ao contar as notas, devemos incluir na contagem tanto a primeira quanto a última notas. Por exemplo, de um Dó para o Mi, temos uma terça (1-Dó, 2-Ré, 3-Mi). Na figura a seguir, podemos ver a relação entre as o número de notas e o nome dos intervalos.
A distância ou espaço entre duas notas é chamado intervalo. Se duas notas soam ao mesmo tempo fala-se de um intervalo harmônico, se uma nota soa depois da outra, fala-se de um intervalo melôdico. A tabela abaixo mostra os intervalos da primeira até a décima terceira em relação do fundamental Dó.
notas

intervalos
primeira
Ré bemol
segunda menor
segunda maior
Mi bemol
terça menor
Mi
terça maior
quarta justa
Fá sustenido
Sol bemol
quarta aumentada
quinta diminuta
trítono
Sol
quinta justa
Sol sustenido
Lá bemol
quinta aumentada
sexta menor

sibb
sexta maior
sétima diminuta
Si bemol
sétima menor
Si
sétima maior
oitava justa
Ré bemol
nona menor
nona maior
Ré sustenido
Mi bemol
nona aumentada
terça  menor
mi
décima primeira justa
Fá sustenido
décima primeira aumentada
Dó      sol

Lá bemol
décima terceira menor
décima terceira maior

na vai mais esse quadro





























bom é mais ou menos isso até.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Baden Powell abrindo caminhos!!



Baden Powell é considerado um dos maiores violonistas de todos os tempos e um dos compositores mais expressivos da nossa música. Criador de um estilo próprio, foi o violonista mais influente de sua geração, tornando-se uma referência entre os violões havidos e a haver. Sua música rompe as barreiras que separam a música erudita da música popular, trazendo consigo as raízes afro-brasileiras e o regional brasileiro.


Tocava a música tradicional brasileira, mas amava o jazz e logo desenvolveu um estilo que se baseava em Django Reinhardt e Barney Kessel. Passou a ser conhecido internacionalmente em 1966 quando Joaquim Berendt teve a oportunidade de conhecê-lo, convidando-o para gravar seu primeiro disco e visitar a Europa.
O sucesso não o abandonou e sua fama foi aumentando com seus discos, principalmente na Alemanha. Continuou dando concertos, também nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de se apresentar com Stan Getz.
Baden Powell tinha uma maneira única de tocar violão, incorporando elementos virtuosísticos da técnica clássica e suíngue e harmonia populares. Explorou de maneira radical os limites do instrumento, o que o transformou em uma rara estrela nacional da área com trânsito internacional.
Ele foi considerado por muitos um dos maiores violonistas de jazz desde o início da bossa nova. Já gravou muitos discos entre os quais é preciso mencionar “Baden Powell Quartet”, um álbum duplo gravado para a Barclay, “Stephane Grappelli - Baden Powell” (Fontana) e “Baden Powell” (MPS).
Depois de passar várias semanas no hospital, Baden Powell morreu a 26 de setembro de 2000, aos 63 anos.

Carinhoso



Tristeza & Solidão



até mais.