quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Magia sonora do didjeridoo!! VAI ENCARAR?


O didjeridoo é um instrumento de sopro oriundo das tribos aborígenes australianas. Tradicionalmente, é um tronco longo de eucalipto ou de bambu oco por acção das térmitas. Tem um som característico e pode variar entre a austeridade tímbrica e a suavidade mística. O didjeridoo está longe de se restringir à música étnica, uma vez que tem sido utilizado (e continua a ser) em muitos grupos de música e gêneros musicais ocidentais.
Aliás, é um instrumento tão popular como o djambé. Apesar de não parecer, tocar didjeridoo não é fácil e requer treino persistente, sobretudo para o músico conseguir controlar a chamada técnica de "respiração circular", que permite emitir sons de forma contínua: expira-se com a boca e inspira-se pelo nariz ao mesmo tempo.
Em Portugal há um excelente executante deste instrumento australiano: faz parte do grupo Olivetree, um trio de músicos constituído por um tocador de didjeridoo, um baterista e um percussionista. Os seus concertos ao vivo são uma verdadeira e alucinada celebração rítmica (como se fosse drum'n'bass tribal). Por esse mundo fora há muitos músicos que tocam didjeridoo, de forma amadora ou profissional. Um dos maiores especialistas no didjeridoo é Stephen Kent, um músico australiano que fez parte do grupo Trance Mission. No vídeo que se segue podemos vê-lo a tocar com o baterista americano Tony Royster jr., um jovem e talentoso músico de 23 anos (começou aos 10!).
A junção dos sons graves e ondulantes do didjeridoo com os ritmos da percussão conferem uma proposta musical deveras inusitada e contagiante.


Esse instrumento é considerado multifônico.

O que são multifônicos?
O termo “multifônicos” é contestado frequentemente, mas na maioria das vezes, refere-se a tocar duas ou mais alturas ao mesmo tempo num instrumento que se espera tocar apenas uma nota. Existem algumas maneiras diferentes para criar esse efeito. Um dos mais comuns é o de cantar enquanto se toca um instrumento. Este é o método utilizado pelos instrumentistas de metais para criar multifônicos.

Do Oriente para o Ocidente

O conceito sobre os  multifônicos é, na realidade, muito antigo. Foi pioneiro no didgeridoo (ou didjeridu), um instrumento aborígene do norte da Austrália. O didgeridoo, dito ter entre dois a quatro mil anos, é um instrumento de palheta e não é de fato um antecessor dos instrumentos de metais ocidentais que conhecemos hoje. Possui uma história inteiramente independente e só agora se juntou à música ocidental. 

Tocando o didjeridu

O didjeridu é tocado com a contínua vibração dos lábios para produzir o zumbido enquanto é usada uma técnica especial de respiração chamada respiração circular. Esta exige a respiração através do nariz enquanto que, ao mesmo tempo, a expiração deve ser feita pela boca usando a língua e as bochechas. Para um tocador experiente, a técnica da respiração circular permite que ele renove o ar de seus pulmões mantendo uma nota pelo tempo que o mesmo desejar.




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